quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Evolução – As adaptações de Jogos para o Cinema





Tudo evolui, homo sapiens vira homem, cães selvagens viram cachorrinhos domésticos, e ursos perigosos e sanguinolentos viram atrações de zoológico. Não é diferente com a mídia, tampouco com os jogos, que fazem parte da mesma.
Bom, começamos com as histórias dos livros. Milhões de história que serviram de entretenimento para a sociedade por longos anos. Depois temos o teatro. A alegria de observar pessoas imitando outras pessoas, sendo outras pessoas.
E então vem a era do cinema... E com ela há um pequeno retrocesso. Livros e peças teatrais viram filmes, mas não só isso, filmes são criados. E filmes viram peças teatrais, nada que evolua excluí o que já foi criado.
E então temos os jogos. É claro que jogos de tabuleiro são muito antigos, tão antigos quanto livros, mas os jogos como forma de mídia vieram apenas na fase de jogos eletrônicos. E assim filmes viram jogos e, consequentemente... Jogos viram filmes.
Os primeiros jogos eram vistos como um mero brinquedo. Eram apenas para uma enjoativa diversão infantil. Quadrados que flutuam por telas (algumas coloridas, mas a maioria preto e branco), mas isso abriu a porta para um mundo muito maior, um mundo de controle, um mundo de intervenção e interação. E conforme isso expandia, foi possível ver que os jogos deixaram de ser algo infantil, e passou a ser diversão de gente grande, e logo se tornaram realidade virtual. Realidade. Cada vez mais reais... Muito reais.
O nível de realidade ficou tão grande que logo tínhamos composições de trilha sonora de filmes, visuais mais explorados, gráficos melhores, e assim o leque ia aumentando mais e mais, e surgiam cá e lá histórias muito bem pensadas... Tão bem pensadas que possibilitavam o retrocesso do cinema. Deu certo? Sim, de inicio. Mas não. Não deu certo.
Temos muitas, mas muitas más adaptações ao cinema, e isso não é novidade. E temos nomes que se destacam. Uwe Boll e Paul Anderson. Vou tentar pular os piores filmes, pois se fosse citar todos eles, esse post ficaria longo demais.
Assim nasceram as adaptações de vídeo games para filmes: A casa dos mortos. A história do jogo, na verdade, não era digna de uma produção cinematográfica, afinal: Homem vai resgatar sua namorada, mas ela morre então ele busca vingança e conforme adentra a casa dos mortos, descobre que um tal de doutor maligno criou um zumbi-máquina.
Tá, até tem história, mas Uwe Boll não conseguiu um filme. Conseguiu um jogo em não é possível controlar nada. Qual é a graça disso? Qual é a graça de ver alguém se divertindo pacas e você não aproveita nada? Porque os personagens do filme parecem estar se divertindo muito estourando a cabeça dos zumbis, mas nós não! A casa dos mortos parece mais um jogo (e até tem cenas do jogo propriamente dito)... Coisa que é revolucionária demais, ou simplesmente podre.
E então temos Alone in The Dark, um dos maiores games de terror da história. Um dos piores filmes da história. Acho que nem perderei tempo comentando de como esse filme é ruim, porque nada nele é sobrenatural, até tem... Mas de uma forma tão científica que até perde a graça. O filme é mais ou menos pessoas, no escuro, atirando, coisa que não chega nem aos pés do game, com enredo baseado nos livros de H. P. Lovercraft, o rei do horror.
Bom, mas nem tudo são lágrimas. Chegou Mortal Kombat. Um excelente filme de artes marciais baseado no enredo de um jogo de luta (a evolução chegou ao ponto de jogos de luta, uma das coisas mais simples que há, pois é só escolher um e lutar com ele, ter uma história legal e complexa) e dessa vez virou: Ótimo filme. Ânimos esquentados, fans agradados. Todo mundo achando que agora ia dar certo, mas não. Voltamos á estaca de podreiras. A começar pela própria continuação de Mortal Kombat, que foi um fiasco.
Que delícia... Um filme ruim atrás do outro. A adaptação de Tomb Raider até que esquentou os Ânimos de filmes baseados em videogames, mas não foram de total agrado aos fans. Claro que Angelina Jolie no papel principal ajudou um pouco, mas em geral, foram filmes fracassados também. E então ganhamos Resident Evil. Resident evil não foi muito bom, mas tinha um enredo interessante, que não chegava aos pés da história apresentada nos jogos, mas pelo menos, a partir daí veio a idéia de adaptar outro survivor horror da Capcom: Silent Hill.
A série Resident Evil desagradou totalmente os fans, e ainda veio Doom. Doom não era um jogo com enredo. Doom, segundo os próprios criadores, foi criado com o seguinte pensamento de que “um jogo precisa de uma história tão boa quanto um filme pornô”. Lindo, não? Não! Funcionou para o jogo que, aliás, é divertidíssimo, mas não posso dizer o mesmo do filme.
O que dizer de um filme baseado na história de um jogo que é “tão boa quanto a de um filme pornô”? Dava pra adaptar para algo legal? Dava, com certeza. Adaptaram para algo legal? Não, continuaram com o “pornozão”. Assim como A casa dos mortos, os personagens se divertiam, mas o público não.
E assim veio, o filme salvador, Silent Hill. Silent Hill dividiu muito os fans do jogo. Metade gostou e a outra não. Mas é preciso destacar que, antes de ser uma boa adaptação de vídeo game, Silent Hill é um bom filme de horror, o que aconteceu apenas em Mortal Kombat, que antes de ser boa adaptação, era um bom filme de luta. Assim temos um filme que veio de um jogo de vídeo game que agradou (pelo menos que vos escreve). A partir daí começaram a surgir idéias mais cuidadosas. Parece que perceberam que o trabalho artístico de uma adaptação era muito maior que o imaginado.
Não posso deixar de citar que entre as adaptações há o desconhecido Forbidden Siren. Este é um filme nipônico desconhecido pelos americanos, baseado em um jogo nipônico também desconhecido no território que despreza tal influencia estrangeirista. Fica a dica: Não deixem de conferir Forbidden Siren (tanto o jogo quanto o filme) porque é muito bom. E também podemos citar “Os Substitutos” como adatação e crítica a jogos tais como The Sims e Second Life... Vale a pena conferir.
Adaptações viraram até piada, quando surgiu um trailer fake de Zelda como pegadinha de primeiro de Abril (IGN!!! VOCÊS VÃO PAGAR POR ISSO!), e assim ainda temos a promessa de filmes tais como American McGee’s Alice, Castlevânia e o recente trailer de Pince of Pérsia, que parece ser uma das boas adaptações ao lado de Silent Hill.
Para finalizar, é importante dizer que, para não se deixar morrer, o cinema adaptou-se á era da interação. Afogando-se no mundo dos jogos, surgiram filmes tais como, Bruxa de Blair, Cloverfield e REC. Filmes tão interativos quanto qualquer jogo, que chegam a tirar o fôlego com suas doses de interatividade com quem assiste. E foi até engraçado assistir o filme de Os Feiticeiros de Waverly Place (sim, bagaceira; mas quando não se tem nada a fazer pode até ser diversão), pois algumas cenas pareciam mais um grande jogo que um filme propriamente dito. E aí a dica pro fim de semana:

Jogar Silent Hill 1 e logo depois curtir o filme;Correr atrás de Forbidden Siren e baixar o filme por torrent com legenda em Português de Portugal hehehehe;
Assistir REC após jogar Left 4 Dead;
Tirar umas três fases de Doom e depois cascar o bico com a trashera do Filme,
Babar pela belíssima Angelina Jolie no papel de Lara Croft após desistir de esquentar a cabeça com os milhões de puzzles de Tomb Raider.

Até a próxima, pessoal!!!

Cá entre nós. Os filmes baseados em jogos não foram tão bons até o presente momentos, mas 45% deles estavam nas mãos de Uwe Boll. O cara não se cansa de estragar jogos atrás de jogos com adaptações péssimas. Vamos dar uma salva de palmas para ele, mesmo sabendo que é mais fácil pendurar uma melancia no pescoço! Joga confete vai, é o que ele queria! (Mario não foi dirigido por ele... mas também não deixou de ser uma porcaria! Quer Mario? Vai atrás do... cartucho)

Artigo por Ramirez Balota Souza – contosderamirez.blogspot.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário